Humberto Campana | POR

Quest’intervista é stata realizzata il 2 settembre 2011 durante il workshop dei Fratelli Campana presso Boisbuchet. In quel periodo stavo lavorando come aiutante di laboratorio per la realizzazione de prototipi di progetto dei partecipanti.

L’intervista é stata realizzata in portoghese.

Summer Workshop Boisbuchet 2011
Summer Workshop Boisbuchet 2011

Alex: A primeira pergunta é relacionada com seu workshop em Boisbuchet e ultimamente eu acho-a bem atual, trás ver essa rapida fusão entre esas duas grandes áreas apertadinhas uma com a outra: arte e design. Em sua opinião, quanto o Design pode ser considerado artístico e, por outro lado, quanta Arte desenhada (projetada) existe hoje em día?

Humberto: É interessante porque eu não vejo fronteras entre o design e arte. Eu sei que a arte tem um compromiso de tocar as cabeças das pessoas e o design tem que ter uma função… se não ele não sería Design. Para mim é engraçado, eu vejo como uma coisa só já isso, sabes? Eu acho que o mundo, hoje, ele precisa de poesia. A cadeira ela foi já inventada, ela tem que ser interpretada de outras formas, com poesía, com ironía, com mensajes políticas… eu acho que é isso que se encaixa a fusão entre arte e design.

Alex: Bruno Munari dizía “Esistono piú sedie che culi” (“Existem mais cadeiras que rabos”)… e isso nos anos 80!
Humberto: É isso mesmo! E hoje em 2011 muito más, né? (gargalhadas) Eu acho que a cadeira, ela tem que ser interpretada conforme seu tempo… éla é uma testemunha do seu tempo.

Alex: Bruce Sterling, no capítulo “Fabricantes de lixo” do seu livro (Shaping Things, 2005) fala sobre a poluição produzida pelo homem mesmo antes dele tornar-se humano, porque, para moldar os objetos sempre foram produzidos desperdiços de material. O homem sempre falhou na procura de gerir os resíduos que, ao longo dos anos, passou a se tornar quase a única herança que vamos deixar para a posteridade. Neste cenário humanamente inevitável, como justificam os designers de profissão, que produzem objectos… mas não só?
Humberto: Eu acho que o designer hoje pode assumir varias funções. Uma delas é o politico, né? Ou também no mandar mensajes, contaminando outros criadores. Principalmente hoje que o planeta está totalmente em crisis de energía o designer assume a função de instrumento forte para mudar isso, ele faz o papel importante de reciclar o que foi feito dando uma segunda vida ou uma segunda pele (aos materiais) mudando ou dando um novo o DNA aos matérias já existentes. Então eu acho que o designer somente nesse ano 2011 ocupa uma função muito importante de ética em relação ao planeta, ética social, como (ele) se porta, com as comunidades, técnicas que já estão morrendo e reenterpretando-as dando modernidade e contemporaneidade.

boisbuchet2

Alex: Se ouve falar de “época de crisi” mas eu acho que a crisi é só uma “crisi da criatividade”. O que é que você acha?
Humberto: Você quer dizer que não existe más criatividade?
Alex: Não, estou falando de uma crisi dos criativos. Tem várias escolas de pensamento sobre esse assunto: os que pensam que a criatividade nunca vai morrer porquê ela depende da pessoa e das suas influências (eu penso dessa forma) e outros que condenam o plágio como falta total de criatividade. O Pablo Picasso dizía que “Os bons artistas copíam, os grandes artistas roubam”.
Humberto: (ri) Não sei, acho que as influências tão aí, é impossível nega-las. A jente é contaminado com todo tipo de informação, é impossível não sair leso disso, né? Mas eu acho que vão ter bons criadores e vão ter os que copíam. Acho que só o tempo vai dizer isso. A ética é a moral dessa profissão… porquê eu vou fazer mais uma coisa no mundo sendo que foi já feita daquela forma? Então eu acho que sempre vão existir crísis, o mundo sempre vive de crísis. Elas dão o novo parametro pra futuras criações e futuros criadores.

Alex: Um meu professor um día me disse “um projeto é feito pelos obstáculos e não pelo espaço livre”.
Humberto: Certo. […] Eu aprendo muito com o erro, ele me ensina o caminho certo. As vezes eu tenho uma idéia mas quando estou trabalhando com os materiais, elaborando, vão surgindo coisas que eu não esperava no percurso da manufactura daquele objeto… que eu vou aprendendo.

Alex: Então quer dizer que normalmente você pega um material, estudas e experimentas até encontrar um resultado que você goste; aí depois você procura a enjenharização, ou seja como reproduzir aquele efeito/resultado más rápido em série?
Humberto: Muitas vezes eu não me preocupo com a repetição em série. Eu me preocupo com o frescor da criação, isso é que mais me encomoda e eu fico ligado nisso. A repetição em série muitas vezes ela não ocorre naquele momento mas num momento futúro quando ele estiver mais maduro.

Alex: O que é que você ensina para as crianças como primeira coisa?
Humberto: Para elas sairem do computador e ir pro mundo real, tocar o mundo matérico… os materiais. É pra sentir a pele dos materiais pra poder transforma-los em outras peles

Alex: Diz-se que o Raymond Loewy, que auto-proclamou-se “Pai do Design Industrial”, também foi o que introduziu um glamour em torno do projeto para torná-lo mais aceitável e vendável. Não é nenhuma coincidência que a elegância e a escolha de materiais – como também no mundo da moda – ainda distingui o design das grandes empresas. Na lógica de “uma boa idéia é uma pequena parte de um bom projeto e metade dela é saber vender ” onde você presta mais atenção? É mais fácil sobreviver nesse mercado para os estúdios de design ou para os freelance sozinhos?
Humberto: Depende da capacidade criatíva de cada um. Uma pessoa pode fazer tudo hoje em día com computação e comunicação; pode fazer até mais que um estúdio. As pessoas são diferentes, cada uma tem uma capacidade: por exemplo essa semana teve esse rapaz brasileiro que criou 8 projetos em quanto que uns ficaram só num projeto… isso é um bom exemplo para essa pergunta.

Alex: Entre você e seu irmão nemhum tem uma posição de superioridade? Cada um faz um pouco de tudo, né?
Humberto: Não, é tudo igual! É caótico do jeito que… funciona 🙂

Alex: Última pergunta. Eu gostaria de falar com você sobre o meu problema! Eu conservo muitas coisas malucas: recorte de jornal, publicidades, embalagens de produtos, serviço americano de papel do McDonald’s, instruçoes de segurança dos aviões… No entanto, não me considero um colecionador, mas um bibliotecário da minha curiosidade. Finge ser meu psicanalista: eu faço bem? Eu sou lelé da cuca?
Humberto: Não, doentes todos somos! Cada louco com sua loucura (risas). Não, de forma alguma, isso é culpa de católico! rárárá, tou brincando…

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